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"Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos."
Luís Fernando Veríssimo
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Domingo, Fevereiro 07, 2010
Uma tristeza muito forte tomou conta de mim. Acho que é saudade. Saudade de tanta coisa que me fez tão bem e saudade de tanta coisa que me fez tão mal. Sinto meu coração apertado e tenho vontade de chorar. Me sinto sozinha. Me sinto cansada. "But you have your heart, oh, don't believe it, and you ran outside, waiting on. (...) 'Cause if I died tonight, would you hold my head, oh, would you understand? And if I lied in spite, would you still be here, no, would you disappear" (the cranberries - everything i said). Não é a primeira vez que cito essa música aqui... Eu me sinto assim. Simplesmente assim.
Algo que descreve perfeitamente o que estou sentindo foi já escrito por Samile Schuelter (uma colega distante, que escreve como ninguém):
"A vida é uma bolacha. Eu engoli a minha inteira, me engasguei, e não consigo vomitar.
Eu tenho o dom de espantar todo mundo"
É isso. Eu tenho o dom de espantar todo mundo. Eu me engasguei e não consigo vomitar. Eu engoli minha vida inteira. Eu não sou mais capaz de expressar minhas emoções pra ninguém. Acho que tenho medo. É isso. Voltei a ter medo de todo mundo, de me aproximar. Eu não sei explicar nada disso, nem sequer para mim mesma. Eu não tenho com quem conversar.
Acho que quem eu fui no passado e tive tanto medo de ser, é quem eu sou hoje. A diferença é que hoje está reprimido. Eu tento ser diferente. Às vezes acho que o mundo mudou. Às vezes acho que eu quem mudei. No fundo, acho que nada mudou.
Não sei se consegui escrever algo com nexo e coerência. É difícil quando seus pensamentos não seguem qualquer fluxo. Quando as lágrimas estão entupidas, você se sente completamente sozinho, e não tem ninguém com quem conversar. Ninguém que vá entender.
Maldita bolacha.
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posted by .e.v.e. 2:28 AM
Sexta-feira, Outubro 30, 2009
Minha garganta está entalada. Meus olhos seguram lágrimas desesperadas pra sair. É uma angústia forte demais, e não há ninguém com quem conversar. Meus amigos... Amigos? Estão... ausentes. Estiveram ausentes como nunca nos últimos anos. Assim permanecem. Algo me entala a garganta me sufoca. Eu não sei o que fazer. Poderia abandonar tudo. Poderia. Viver de minhas vontades, do que me faz feliz. E, de fato, o que mais tem me feito feliz, é estar distante de pessoas de modo geral. Pessoas falam demais. Pessoas são idiotas e ignorantes a maior parte do tempo. E eu também sou. Sinto que as coisas estão fora do eixo. Sequer sei se o que aqui escrevo faz qualquer tipo de sentido. Isso de nada importa, pois ninguém vai ler mesmo. Isso é só um desabafo de mim para mim mesma. Minha garganta dói, como se segurasse algo desesperado pra sair. E o que sobe garganta acima são palavras desesperadas pra sair. Deixar sair tudo que tem me irritado, me chateado, me deixado triste, me deixado insana, me deixado em desespero. Mas algo não permite. Eu tenho que ser a boa pessoa que mantém tudo em ordem. Se eu não o fizer, quem o fará? As coisas perdem seus eixos. Se é que ainda estão nos eixos. De tanto tentar ser forte estou me sentindo fraca. Um milhão de coisas passam pela minha cabeça ao mesmo tempo, e as vezes parece que não vou mais conseguir respirar. O mais engraçado é que todos que olham para mim acreditam estar tudo bem. As pessoas se deixam enganar pelo que elas acreditam ser melhor enxergar. E a verdade é que, nesse momento, eu queria era fechar meus olhos. Não enxergar nada por uns 5 minutos. E deixar as lágrimas escorrerem. Mas nada disso importa. Amanhã vou acordar do mesmo jeito: garganta entalada, lágrimas que não se permitem sair, dor no peito, vontade de gritar. Vontade de explodir. Sozinha. Ninguém pra conversar. Eu vou acordar assim amanhã e depois de amanhã e depois e depois. Por dias incalculáveis eu acordarei assim. Até que eu finalmente perceba que esse mundo está estático, ao menos dentro de mim. Eu precisava de uma mudança. Preciso buscar novos rumos. O que mais me deixa assim, além do fato de eu ser eu e sempre ter essa angústia sufocante dentro de mim, é meu medo quanto ao meu futuro profissional. Eu devo ser racional. Devo deixar o que tenho agora. Devo buscar algo novo. Eu preciso de um futuro, estabilidade financeira. Eu não tenho nada disso agora, sendo uma mísera estagiária que é atolada de serviços pra ganhar uma mixaria no fim do mês. E ainda ouvir reclamações do tipo: você não vem horários o bastante. Devem achar que é fácil: ganhar pouco, trabalhar feito louca, não ser registrada, não ter qualquer tipo de benefício, e ainda entrar sorrindo por aquela porta todos os dias. Por um tempo até foi fácil. Mas hoje é o que mais me sufoca. Me sufoca saber não gosto das coisas como estão, mas que tenho medo de mudá-las. Preciso tomar meu rumo. Preciso de coragem. Preciso gritar tudo que está entalado na minha garganta. Se eu não tenho ninguém pra conversar, vai você mesmo blog! Eu não me importo de falar tudo pra você, mesmo sabendo que você não me dará qualquer resposta. Aqui posso desabafar porque ninguém mais lembra que isso aqui existe mesmo. Talvez seja meu refúgio. Talvez seja meu melhor amigo. E sabe de uma blog? As vezes percebo quando meu pai olha em meus olhos, que eu o desapontei. Eu o decepcionei. É como diria o fefe, esse sim, meu melhor amigo, que infelizmente sumiu da internet (nosso único meio de comunicação). Sim, Fernando Spillere, o Fefe, diria: "Às vezes o espelho me mostra um grande, extravagante e ambicioso projeto que deu errado". Mas não. Não é apenas o espelho que me mostra isso. Os olhos de meu pai me mostram isso. Dói como uma faca que atravessa o peito. Eu sou uma decepção destacada em vermelho. Eu queria tanto chorar agora, tanto. Eu queria abrir minha garganta a força e deixar ela gritar tudo que ela tem vontade. Deixar as lágrimas caírem, deixar meu rosto fazer a expressão de desespero de tudo que eu estou sentindo. Eu queria me sentir bem. Eu queria não me sentir tão sozinha. Eu queria o abraço de um amigo. Eu queria tanta coisa, mas tudo que tenho é isso que estou sentindo. É só isso. Tudo que eu tenho é meu desespero.
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posted by .e.v.e. 1:11 AM
Sexta-feira, Julho 24, 2009
Por onde anda aquela menina cheia de sonhos?
Eu já morei no exterior, comecei a escrever um livro, tinha uma banda de rock, gravei um cd!
Hoje olho no espelho e não vejo nada.
Não vejo meus sonhos. Não vejo mais nada. Vejo um olhar vago, fundo e sem graça.
Por onde anda a menina com força de vontade, que quis perder peso e perdeu 20 kilos? Cade a menina de 45 kilos que se olhava no espelho feliz? Agora com 10 kilos a mais não se olha mais com tanta felicidade.
Agora sem sonhos, não se olha mais com tanta felicidade.
Agora não se olha. Ponto.
Quando foi que tudo desviou os rumos? Como retomar os eixos?
Foi tudo medo de se quebrar?
Jamais deveria ter permitido que meus medos abafassem quem sou. Será que é tarde demais?
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posted by .e.v.e. 1:01 AM
Terça-feira, Janeiro 06, 2009
Sábado, Maio 05, 2007
Tenho tentado sentir o impacto que cada mínima coisa causa em mim. De palpitações e desespero a estados de sonolência e profunda calma, venho me perdendo a cada passo que dou. É um sentimento estranho, de que cada coisa que se passa pode simplesmente me destruir, e eu sinto medo. Posso deitar e descansar meus pensamentos com uma bela noite de sono, e em seguida acordar com o sentimento de que melhor seria se não tivesse dormido. Não consigo encontrar qualquer razão que explique isso e sequer consigo lembrar qualquer imagem simbólica em meus sonhos que poderiam, em alguma hipótese, me levar a tal estado de fraqueza. Por vezes apenas me sentei na cama e chorei, até notar que de nada isso adiantaria. Tentei então me levantar e começar o dia com ânimo, pura inocência a minha. Algumas pessoas simplesmente não têm ânimo de começar o dia e devo simplesmente admitir e aceitar que tenho sido uma delas. Então me encontro no estado estático de um dilema quase que palpável: me levanto da cama ou finjo não ter notado que um novo dia começou e volto a dormir? Penso e não chego a resposta alguma, até que pareço notar o longo tempo já decorrido entre o tocar do despertador e minhas indagações contínuas. Então me levanto simplesmente pra encarar um dia do qual não tenho a mínima vontade de encarar. É como se tivesse um guindaste que me tirasse da cama, conhecido por muitos como "sentimento de culpa". Culpa de não saber o que quer da vida. De modo geral, culpa de simplesmente estar completamente perdida. Encontrei-me no exato lugar em que me perdi da primeira vez. Não é uma posição confortável nem sequer um sinal de esperança ou segunda chance. É simplesmente algo voltando a ser como foi no início do erro inidentificável. Mas dessa vez não estou só.
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posted by .e.v.e. 2:39 AM
Sexta-feira, Maio 04, 2007
Iniciando minha volta em busca do mundo literário.
EU JÁ
Como quem espera começar esse texto com impacto, a primeira frase do gênero "eu já" foi escolhida a dedo, muito antes de pensar em como tudo vai se suceder depois disso. Então vamos lá.
Eu já morei em um trailer. Eu já falei palavrão em português em rádio americana ao vivo sem que ninguém notasse que eu falava era besteira. Eu já chorei por amor. Eu já chorei por amizade. Eu já chorei por gente que não merecia uma lágrima minha que fosse. Eu já chorei por gente que não merece o chão que pisa. Eu já toquei guitarra pra mais de 500 pessoas. Eu já fui guitarrista solo de uma banda chamada "sapo suicida". Eu já fui punk e grunge ao mesmo tempo. Eu já tive medo de abraço. Eu já corri como a Pheebs de Friends em público junto com um carinha que veio a se tornar meu namorado anos depois (e ainda é). Eu já tomei glicose. Eu já entrei em coma alcoólico. Eu já fiz intercâmbio e engordei. Eu já fiz regime e perdi 20kg depois disso. Eu já achei que ser triste era bom. Eu já achei pessoas felizes demais irritantes. Eu já sonhei que podia voar. Eu já tentei voar depois disso. Eu já gritei de dor. Eu já gritei de alegria. Eu já gritei só por gritar. Eu já corri na chuva só pra sentir as gotas caindo em mim. Eu já passei mais de horas olhando as estrelas sem notar o tempo passar. Eu já li Goethe, Salinger, Camus, Sartre e Maurício de Souza. Eu já confundi amizade com paixão. Eu já fui deixada de lado. Eu já fui pra outro estado visitar uma amiga que conheci na Internet. Eu já dei mamadeira pra um bode. Eu já dei mamadeira pra dois bodes dentro do trailer. Eu já fiz bundão na janela de um prédio. Eu já me arrependi de coisas que não fiz. Eu já me conformei em não me arrepender de nada do que eu já fiz. Eu já tive uma overdose de cafeína. Eu já joguei um copo de coca-cola em um amigo porque ele me irritou. Eu já fui parada pela polícia porque estava olhando estrelas no meio da estrada de madrugada (sem ter qualquer substancia alcoólica ou narcótica no organismo, apenas por olhar, porque achava bonito). Eu já quase morri (nessa mesma noite). Eu já tive medo do escuro. Eu já tive medo do claro. Eu já tive medo do medo. Hoje tenho medo porque as vezes me parece que já não tenho mais medo de nada. Eu já experimentei substancias ilegais. Eu já abracei o Bon Jovi. Eu já recebi um "thank you" da Alanis Morissette. Já me disseram que eu consigo tudo que eu quero. Eu já cheguei a acreditar nisso um dia. Eu já deixei de acreditar. Eu já abracei minhas cachorrinhas porque não tinha ninguém pra abraçar. Eu já perdi o medo de abraço e acho que já abracei todo mundo. Eu já fui sincera demais. Eu já senti arder nas narinas o cheiro do rio Tietê. Eu já ouvi a mesma musica horas e horas seguidas. Eu já compus tantas canções que perdi a conta. Eu já gravei um cd solo. Eu já toquei pra abrir palestra, eu já toquei só pra mim mesma. Eu já escrevi poemas e eu já comecei a escrever um livro. Eu já me esqueci de como continuar. Eu já sou psicóloga e não sei o que quero da vida. Eu já pintei zilhões de quadros de vários estilos para descobrir que sou acadêmica ao extremo. Eu já chorei ao ouvir Chopin (Funeral March). Eu já ri ao ouvir Chopin (the entertainer). Eu já me assustei de ver que "a marcha fúnebre" do Chopin se chamava "a marcha fúnebre" porque achava a música feliz. Eu já chorei de susto. Eu já chorei de alegria. Eu já fui chamada de manteiga derretida zilhões de vezes porque eu choro a toa. Eu já toquei música infantil no piano de um navio pra duas pessoas estranhas que ficaram dançando ao som, mesmo que eu já tivesse dito que não sabia tocar direito e tinha apenas um mês de aula. Eu já voltei de madrugada a pé pra casa muito bebada todos os finais de semana entre meus 14 e 16 anos com dois melhores amigos. Eu já pensei que essa foi a melhor fase da minha vida. Eu ainda penso que essa foi a melhor fase da minha vida. Eu já não me importei com o que ninguém dizia. Eu já achei que o segredo do mundo e de toda a existência humana era o amor. Eu já brinquei de geloucos no escuro com um amigo como duas crianças, só porque eles brilham no escuro. Eu já toquei com um baterista que tinha um museu no lugar de uma bateria. Eu já vi o museu desmontar no meio dos ensaios. Eu já fui em praça chamada psycho square só pra tocar violão de madrugada com amigos. Eu já quis ser tudo pra alguém. Eu já fui tudo que alguém tinha e eu tive muito medo de falhar. Eu já fui taxada de doida só por ser eu mesma. Eu já fui mais corajosa. Eu já fui mais espontânea. Eu já fui mais feliz. Eu já não quero mais crescer. Esse texto me lembrou de tanta coisa que eu já não quero mais lembrar, simplesmente porque não é mais assim...
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posted by .e.v.e. 2:38 AM
Domingo, Novembro 09, 2008
today was a sucky stupid day.
the end.
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posted by .e.v.e. 2:46 AM
Sexta-feira, Outubro 24, 2008
today. dispair.
today was a strange day.
for as much as it seems, i've been frightened. i've become frightned like never before. or just like before. when everything was lost inside me. and now, everything is lost inside him. it's completely out of control. the eyes are full of tears. dispair. loneliness. yes, i can easily remember. i've been there before, as i wish i've never been any close to it. but more than close. i was inside of it. dispair. out of control. no one. no one there. no hand. no confort. only dispair.
everything is falling apart. all the time...
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posted by .e.v.e. 12:43 AM
Segunda-feira, Outubro 06, 2008
É antigo... Mas é muito importante pra mim...
O PORTA-RETRATO
Era uma foto, era um espelho... quebrado...
Visto pelos olhos de um ninguém suavemente maltratado
Onde se via o que não se quer ser
E se esperava ser tudo aquilo que não se quer ver
Um abandono momentâneo,
Um devaneio espontâneo...
Um grito, calado, frio, no vento gelado
Onde se via apenas o nada irritavelmente assustado
Deixe-me aqui ou me leve pra longe
Encolhida, escondida em um buraco distante
Onde ninguém possa ver o que meus olhos dizem
Através de seu contagioso silêncio inconstante.
Deixe-me aqui jogada entre os cacos
Faça de mim um de seus pedaços...
Pois já não sou mais meus próprios pedaços
Sou apenas restos de um porta-retrato
Evelise Fernandes Chagas - 08/10/03
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posted by .e.v.e. 12:23 AM
Sexta-feira, Agosto 29, 2008
Ah, se você pudesse sentir o que já sentiu esse coração fadado ao desespero...
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posted by .e.v.e. 1:05 AM
Sábado, Agosto 23, 2008
Preciso de ar
Depois de tanto tempo acreditei que não estava mais sozinha. Acreditei em vão.
De fato, a única coisa que me resta e que ainda me faz algum sentido é esse blog.
Estar sozinha nunca me foi um problema. Meu desespero e angústia eram ao mesmo tempo alimentados, e assassinados por esse sentimento: solidão. Era dela que eu tirava minhas forças. E é nela que devo reencontrá-las.
Há tanto tempo que não escrevo que é capaz que eu me perca no meio das palavras... Mas é temporário. Preciso recompor minha escrita, preciso recompor meu coração aos pedaços, preciso recompor minha alma vazia.
Preciso de ar. Nesse exato momento, me falta oxigênio. Ele foi engolido pela minha dor.
Preciso de ar. Nesse exato momento, me falta ar.
Preciso de ar.
Sim. Esse é meu retorno ao blog, dessa vez, por definitivo.
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posted by .e.v.e. 9:03 PM
Quarta-feira, Julho 30, 2008
Estou há mais de um ano sem postar.
Passei só pra falar que estou viva.
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posted by .e.v.e. 9:36 PM
Sexta-feira, Maio 04, 2007
PESSOAL...
(Em especial Marcão, porque parece ser o último e talvez único a entrar aqui e não sei se as vezes ainda entra).
Comecei um novo blog, mas não vou apagar esse. Gosto de muitas coisas que escrevi que se encontram aqui. Mas gostaria de avisar meu novo endereço no blogger.com
Entrem: www.postblue.blogger.com.br
Aguardo visitas e comentários.
Um abraço a todos.
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posted by .e.v.e. 9:02 PM
Quarta-feira, Junho 14, 2006
everybody hurts
sometimes
everybody cryes
find confort on a friend
WHAT FRIEND??????????????????????????????
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posted by .e.v.e. 2:13 PM
Sábado, Abril 29, 2006
To live and not to breathe
Is to die In tragedy
To run, to run away
To find what you believe
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posted by .e.v.e. 1:21 PM
Segunda-feira, Março 20, 2006
COMING BACK AFTER A LONG TIME AWAY... COMING BACK TO STAY!
Nossa. Fiquei tanto tempo sem entrar aqui que já havia me esquecido como era, como eu escrevia e como eu me sentia.
A verdade que me assusta é que eu me esqueci como sentia talvez só pra não me lembrar que o que eu sentia nunca mudou. E talvez eu quisesse que tudo tivesse sido diferente. Ou que hoje fosse, ao menos.
Mas agora eu tenho o melhor amigo do mundo. Aquele que não abandona. Aquele que dá colo e carinho. Aquele que fala a verdade, mas não pra magoar. Aquele que eu daria a vida pra ter como irmãozinho siames... O meu branco, o meu Fee!
E agora eu não creio que as coisas vão mudar, ao menos não no meu modo de sentir. E eu não sei se me conformei ou me revoltei com isso. O pior de tudo é que sei que nada fiz a respeito. Tentei até... Só que nada consegui.
E se não fosse o fee e o preto, eu hoje seria a pessoa mais solitaria que esse mundo já vira. Nem o grande amor da minha vida me dá valor.
O mundo só é justo por causa do meu branco e do meu preto.
Eu gosto daqui.
Talvez volte a escrever com mais frequência.
Sim. Voltarei a escrever com mais frequência.
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posted by .e.v.e. 12:17 AM
Sexta-feira, Janeiro 06, 2006
STUCK - Only I can feel the pain
Quando criança tive um sonho...
Alguém pode me ajudar a sair dele???
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posted by .e.v.e. 4:08 AM
Domingo, Agosto 28, 2005
If they only knew what I hide...
Quando digo they (eles) me refiro a toda a sociedade. As pessoas ao redor não percebem, quem diria o resto do mundo.
(perdendo o controle da situação? NÃO! Eu não iria tão longe nesse pensamento...)
O que posso dizer é que para me organizar preciso desorganizar o resto do mundo. As consequências? Ainda não sei. Não comecei a me organizar ainda. Medo das consequências...
Today is the day I'll fade away (too bad things don't work like that)!
Se estou feliz? Quando foi que não estive?
Todos que realmente me conhecem sabem o que abastece minha alma. E felicidade não é sinônimo de sorriso. Felicidade não tem sinônimo. Até alegria é diferente. Se sou alegre? Às vezes. Se sou feliz? O tempo todo. A meu modo, mas o sou.
PS: Eu só desejaria que não houvesse mais dor no mundo.
NONSENSE (minhas frases são desconexas, mas como um quebra cabeça e um enigma, há peças a serem juntadas e segredos a serem descobertos. Não é tão difícil... Apenas cansativo. Ninguém nunca se importou o suficiente pra tentar).
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posted by .e.v.e. 6:19 AM
Domingo, Julho 24, 2005
Blue skies bring tears...
But I didn't really get to look at the sky today! Just maybe for one second, and it was already all dark.
Positive side: Today I did not cry.
Negative side: Happy tears were the ones hoping to come out of my eyes.
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posted by .e.v.e. 11:04 PM
Sábado, Junho 11, 2005
Pudding hot, pudding cold, pudding nine days old
Foi como um susto!
Não saber lidar com o fato de ser tão importante para alguém! Alguém sozinho demais, alguém triste demais, alguém feliz demais, alguém sociável demais, alguém nada sociável às vezes! Alguém que só queria um abraço, e que queria alguém que pudesse-a ouvir falar sem julgar.
Foi como um susto!
Saber que tenho que ser auto-suficiente para não correr o risco de perder aquele ao qual o demasiado afeto é imensurável. Alguém cujo tétrico coração é repleto de carinho e bondade.
E ter que chorar sozinha, mais uma vez.
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posted by .e.v.e. 5:31 PM
Terça-feira, Maio 17, 2005
Indo um pouco além das palavras.
Mas não me desvencilhando delas.
.e.v.e.glass
O nada de importante continua. Como sempre. Meu companheiro de anos, jamais o abandonaria. Apenas não tenho postado por pura falta de inspiração.
Pensei por alguns minutos aqui, fiquei parada olhando pra tela. Buscava algo para escrever, cavuquei dentro de minha cabeça e minha alma. Mas estou cansada demais para me deixar sentir. Cansada demais pra me deixar pensar.
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posted by .e.v.e. 2:59 PM
Quarta-feira, Maio 11, 2005
FOR MILLE, WITH LOVE...
"Pudding hot, pudding cold, pudding nine days old"
"I like rusty spoons... I must find the perfect spoon"
I found the perfect friend... When I least expected. When I needed the most.
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posted by .e.v.e. 11:32 PM
Domingo, Maio 01, 2005
DIVISA
(Jacob Levi Moreno)
Mais importante que a ciência é o seu resultado,
Uma resposta provoca uma centena de perguntas.
Mais importante do que a poesia é seu resultado,
Um poema invoca centenas de atos heróicos.
Mais importante do que o reconhecimento é o seu resultado,
O resultado é dor e culpa.
Mais importante do que a procriação é a criança.
Mais importante do que a evolução da criação é a evolução do criador.
Em lugar de passos imperativos, o imperador.
Em lugar de passos criativos, o criador.
Um encontro de dois: olhos nos olhos, face a face.
E quando estiveres perto, arrancarte-ei os olhos
e colocá-los-ei no lugar dos meus;
E arrancarei meus olhos
para colocá-los no lugar dos teus;
Então ver-te-ei com os teus olhos
E tu ver-me-ás com os meus.
Assim, até a coisa comum serve o silêncio
E nosso encontro permanece a meta sem cadeias;
O lugar indeterminado, num tempo indeterminado.
A palavra indeterminada para o Homem indeterminado.
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posted by .e.v.e. 10:25 PM
Quinta-feira, Abril 21, 2005
Falando de mim, para variar... (Eu e meu mundo egocêntrico altruísta. Obs: Corre-se o risco de que esta última frase faça sentido apenas para mim)
Tudo está ficando claro agora... E eu odeio esse fato!
Bons tempos aqueles, em que eu era um peixe-banana e não sabia. Tomar consciência pode ser terrível. Entender e, ainda assim, não deixar de sentir...
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posted by .e.v.e. 2:07 AM
Quarta-feira, Abril 20, 2005
NO TITLE (not today...)
Eu entrei aqui com o intuito de postar algo.
E eu tenho em mente as exatas palavras do que iria postar.
E eu escrevi... Li várias vezes, e então, finalmente, apaguei tudo.
Apaguei tudo o que eu queria dizer para dizer tudo isso enquanto que, na verdade, não disse nada.
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posted by .e.v.e. 4:29 PM
Sábado, Abril 16, 2005
A minha borracha não funciona, mas os olhos dos outros, esses sim funcionam como borrachas. E das melhores possíveis.
Eu peguei a borracha, e então a esfreguei em minhas mãos e meus braços. A principio, carinhosamente. Depois com mais força, tentando obter um resultado mais rápido. Não deu certo. Olhei para os lados, minha lágrima caiu. Eu estava sentada, então, ao cair, ela molhou minha calça. Pensei: "Talvez eu encontre um modo mais eficaz de me apagar, ou talvez consiga desaparecer aos poucos". Mas não foi necessário. Eu olhava para todos os lados, e enxergava a todos. E mesmo estando lá parada, como uma estátua lacrimejante, no meio de todos, ninguém foi capaz de me ver. E foi então que percebi: "Eu não preciso me apagar. Fizeram isso por mim. Eu já estou apagada".
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posted by .e.v.e. 5:34 PM

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