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"Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos." Luís Fernando Veríssimo

 

Quinta-feira, Dezembro 22, 2011

 
Vejo as pessoas comentando sobre o passado, se orgulhando de coisa ou outra. Coisas certas e erradas.
Gosto do fato de que ninguém sabe nada sobre mim. Assim minha vida é minha. Só minha.


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Segunda-feira, Novembro 07, 2011

 
Eu só senti a faca entrando em minhas costas e dilacerando cada víscera. Justo eu, que o tempo todo, tomei todas as precauções contra isso. Justo eu, que me julguei tão atenta. Justo eu, a incalculavelmente burra. E a enganada, mais uma vez.

Eu acreditei em um mundo tão perfeito. E hoje me dói ver que está tudo ao contrário...


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Domingo, Outubro 02, 2011

 
Hoje entendi como dói ser Holden Caulfield. E entendi como dói, ainda mais, não ser Holden Caulfield.


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Sexta-feira, Junho 24, 2011

 
A vida é um circulo. Damos voltas e voltas e voltamos sempre pro mesmo lugar.
Não importa o quanto você se esforce. Não importa o quanto você tente se transformar em alguém melhor. Uma hora chega alguém e desaba tudo denovo, só pra te lembrar aquilo que você passou anos e anos tentando esquecer.
Eu serei sempre aquela que não pode falar. Eu tenho que engolir tudo, simplesmente porque tenho que engolir. Ponto.
Mas hoje não. Hoje eu vomitei. Já que mais uma vez me privaram de falar, eu ao menos vomitei meu almoço. Algo tinha que sair. Meu estômago não é assim tão forte.

Pessoas me fazem mal, muito mal. Ao menos 99% delas me fazem um mal danado.
Acho que nasci pra estar perto de poucos, e longe, bem longe, de todo o resto.
Pena que muitos dos que estão perto, deveriam estar longe. E muitos dos que estão longe fazem uma falta tremenda e deveriam estar por perto.
Mas tem uma pessoa que me faz muito bem. Uma pessoa que eu amo demais e que faz meu coração se sentir feliz apesar de tudo.
Só assim pra não perder as esperanças. Uma pessoa que me faz realmente feliz.

Já o resto do mundo... Não espero mais nada de ninguém. As coisas não mudam, as pessoas não melhoram. Eu queria me afastar de todo o resto.
Nascer pra ser sozinho não é ruim se todos ao redor fazem você se sentir um lixo. Essa coisa do ser humano ser um ser social? bullshit! Ser sozinho dói menos.

game over.


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Domingo, Junho 19, 2011

 
Estou com um sentimento estranho. Não estou triste ou feliz. Sinto um vazio, mas nada que traga desespero. Sinto martelar dentro de minha cabeça as palavras "game over".
Eu queria ter uma borracha pra apagar muita coisa que já me aconteceu. Apagar pessoas que me fizeram mal. Apagar a parte da minha história que me traz angústia.
Eu queria um lápis pra riscar um universo. Pra escrever novas linhas, do meu jeito.
Eu queria não ter passado por muita coisa que eu passei. Ou pelo menos, não ficar lembrando o tempo todo. Isso me afeta.


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Quinta-feira, Abril 14, 2011

 
Tenho estado tão ausente desse blog nos últimos anos. Acho que tudo não passa de uma tentativa de não ser eu. E como seria bom não ser eu.


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Antes, achava que esse blog poderia mudar o mundo. Hoje, acho que ele não passa de um desabafo. Eu gosto desse desabafo.


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Quando você é vítima de bullying da sua própria família, não há muito mais a ser feito.
Acho que nasci errado.


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Segunda-feira, Março 14, 2011

 
Só dói quando eu respiro...

Acho que me perdi. O que sou hoje é plenamente desconexo do que eu era há 5 anos atrás. Não faz sentido algum. Eu era uma pessoa. Eu gostava de quem eu era. Hoje sou outra pessoa. Eu gosto de quem eu sou mas gosto mais de quem eu era. Eu só fico me perguntando quando foi que tudo mudou. Qual foi o exato momento? Eu deixei passar. Eu não me lembro. Existe um bloqueio que me impede de ser eu mesma como eu era. Fico sendo apenas eu mesma como sou.

Acho que é medo. Tudo deu tão errado. Era preciso mudar. Eu tinha medo do medo e era difícil respirar. Hoje não tenho medo do medo. Mas hoje eu quase nunca escrevo. Hoje eu custo pegar minha guitarra e meu violão. Hoje eu não mais me dedico à pintura. Hoje eu sou uma adulta sem graça. Eu queria voltar a ter a graça de ser eu. Acho que não sou mais eu. Ficou perdido e eu não sei como encontrar... Sinto vontade de chorar, mas meus olhos estão secos. Tenho vontade de gritar, mas acho que tenho preguiça. Eu tinha um rumo, uma meta. Hoje não passo de um plano que deu errado.

Mas não tem problema. Só dói quando eu respiro.


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Domingo, Março 06, 2011

 
E é exatamente quando o silêncio toma conta de mim, que tudo volta a fazer sentido. Eu sei que não nasci pra ser sozinha. Eu apenas sou.


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Quinta-feira, Novembro 18, 2010

 
Me sinto tão cansada. E tão sozinha...


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Quinta-feira, Agosto 19, 2010

 
Hoje me bateu uma saudade de tudo. De pessoas tão importantes pra mim que, por opção ou pelo acaso, ficaram lá atrás, no passado. Saudade de uma conversa sincera com um amigo, no frio, debaixo das estrelas, com uma cerveja na mão, abrindo o coração. E derrubando lágrimas. Ou me debulhando de rir. É. Me "debulhando" de rir mesmo! Quanto tempo faz desde que tudo mudou? Até quando vai doer essa saudade toda? Pra sempre? Ao menos sei que, se há saudade, é porque foi bom. Mas dói, dói demais ver que muito do que a gente mais amou nessa vida, sejam as amizades, sejam as situações, sejam as experiências, ficaram lá atrás. Talvez se tivesse um pedido pra fazer, pediria pra voltar nos meus 15 aos 20 anos. Pode? Por alguns dias apenas? Pode? Escolho os 16 anos de vida. Uns dias aqui no Brasil, com meus amigos mais amados do mundo. Alguns outros dias nos EUA, com minha família de intercâmbio e meus amigos tão queridos. Acho que a vida é assim. Ela passa. Se a gente não está atento, perde coisa demais. Quando foi que deixei de estar atenta? Mas é... a vida passa...

Em dias assim, não consigo dormir. Meu coração fica tão apertado de saudade. Choro. É a saudade mesmo, que aperta o peito. Acho que tenho sorte. Foram tantas coisas especiais que deixaram saudade. Queria que nada tivesse mudado...


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Sábado, Março 27, 2010

 
Ando seriamente desapontada com as pessoas, de um modo geral. Hoje, como não fazia há anos, coloquei Legião Urbana pra tocar e fiquei chorando sozinha. Me acalmou. Tive vontade de tomar whiskey, como era de praxe antigamente, mas achei melhor não. Amanhã tenho compromissos, e me conheço bem quando tomo minha dose à cowboy. Não fica na primeira. Chorei hoje como se estivesse lavando a alma. E acho que lavei. Fiz a faxina na alma, mesmo que o choro tenha durado bem menos do que deveria para realizar tal tarefa com precisão. Tenho me sentido muito sozinha. Desapontada com os amigos, desapontada com a vida e desapontada com o mundo ao meu redor. Às vezes tenho a certeza de que não pertenço a esse lugar. Não pertenço a lugar algum.

Sinto falta de um amigo pegar o telefone e me ligar. Me chamar no msn. Sempre eu que o faço. E, se não faço, também não o fazem. E continuo sozinha. Sendo engolida pelo meu próprio silêncio.


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Domingo, Fevereiro 07, 2010

 
Uma tristeza muito forte tomou conta de mim. Acho que é saudade. Saudade de tanta coisa que me fez tão bem e saudade de tanta coisa que me fez tão mal. Sinto meu coração apertado e tenho vontade de chorar. Me sinto sozinha. Me sinto cansada. "But you have your heart, oh, don't believe it, and you ran outside, waiting on. (...) 'Cause if I died tonight, would you hold my head, oh, would you understand? And if I lied in spite, would you still be here, no, would you disappear" (the cranberries - everything i said). Não é a primeira vez que cito essa música aqui... Eu me sinto assim. Simplesmente assim.

Algo que descreve perfeitamente o que estou sentindo foi já escrito por Samile Schuelter (uma colega distante, que escreve como ninguém):
"A vida é uma bolacha. Eu engoli a minha inteira, me engasguei, e não consigo vomitar.
Eu tenho o dom de espantar todo mundo"

É isso. Eu tenho o dom de espantar todo mundo. Eu me engasguei e não consigo vomitar. Eu engoli minha vida inteira. Eu não sou mais capaz de expressar minhas emoções pra ninguém. Acho que tenho medo. É isso. Voltei a ter medo de todo mundo, de me aproximar. Eu não sei explicar nada disso, nem sequer para mim mesma. Eu não tenho com quem conversar.

Acho que quem eu fui no passado e tive tanto medo de ser, é quem eu sou hoje. A diferença é que hoje está reprimido. Eu tento ser diferente. Às vezes acho que o mundo mudou. Às vezes acho que eu quem mudei. No fundo, acho que nada mudou.

Não sei se consegui escrever algo com nexo e coerência. É difícil quando seus pensamentos não seguem qualquer fluxo. Quando as lágrimas estão entupidas, você se sente completamente sozinho, e não tem ninguém com quem conversar. Ninguém que vá entender.

Maldita bolacha.


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Sexta-feira, Outubro 30, 2009

 
Minha garganta está entalada. Meus olhos seguram lágrimas desesperadas pra sair. É uma angústia forte demais, e não há ninguém com quem conversar. Meus amigos... Amigos? Estão... ausentes. Estiveram ausentes como nunca nos últimos anos. Assim permanecem. Algo me entala a garganta me sufoca. Eu não sei o que fazer. Poderia abandonar tudo. Poderia. Viver de minhas vontades, do que me faz feliz. E, de fato, o que mais tem me feito feliz, é estar distante de pessoas de modo geral. Pessoas falam demais. Pessoas são idiotas e ignorantes a maior parte do tempo. E eu também sou. Sinto que as coisas estão fora do eixo. Sequer sei se o que aqui escrevo faz qualquer tipo de sentido. Isso de nada importa, pois ninguém vai ler mesmo. Isso é só um desabafo de mim para mim mesma. Minha garganta dói, como se segurasse algo desesperado pra sair. E o que sobe garganta acima são palavras desesperadas pra sair. Deixar sair tudo que tem me irritado, me chateado, me deixado triste, me deixado insana, me deixado em desespero. Mas algo não permite. Eu tenho que ser a boa pessoa que mantém tudo em ordem. Se eu não o fizer, quem o fará? As coisas perdem seus eixos. Se é que ainda estão nos eixos. De tanto tentar ser forte estou me sentindo fraca. Um milhão de coisas passam pela minha cabeça ao mesmo tempo, e as vezes parece que não vou mais conseguir respirar. O mais engraçado é que todos que olham para mim acreditam estar tudo bem. As pessoas se deixam enganar pelo que elas acreditam ser melhor enxergar. E a verdade é que, nesse momento, eu queria era fechar meus olhos. Não enxergar nada por uns 5 minutos. E deixar as lágrimas escorrerem. Mas nada disso importa. Amanhã vou acordar do mesmo jeito: garganta entalada, lágrimas que não se permitem sair, dor no peito, vontade de gritar. Vontade de explodir. Sozinha. Ninguém pra conversar. Eu vou acordar assim amanhã e depois de amanhã e depois e depois. Por dias incalculáveis eu acordarei assim. Até que eu finalmente perceba que esse mundo está estático, ao menos dentro de mim. Eu precisava de uma mudança. Preciso buscar novos rumos. O que mais me deixa assim, além do fato de eu ser eu e sempre ter essa angústia sufocante dentro de mim, é meu medo quanto ao meu futuro profissional. Eu devo ser racional. Devo deixar o que tenho agora. Devo buscar algo novo. Eu preciso de um futuro, estabilidade financeira. Eu não tenho nada disso agora, sendo uma mísera estagiária que é atolada de serviços pra ganhar uma mixaria no fim do mês. E ainda ouvir reclamações do tipo: você não vem horários o bastante. Devem achar que é fácil: ganhar pouco, trabalhar feito louca, não ser registrada, não ter qualquer tipo de benefício, e ainda entrar sorrindo por aquela porta todos os dias. Por um tempo até foi fácil. Mas hoje é o que mais me sufoca. Me sufoca saber não gosto das coisas como estão, mas que tenho medo de mudá-las. Preciso tomar meu rumo. Preciso de coragem. Preciso gritar tudo que está entalado na minha garganta. Se eu não tenho ninguém pra conversar, vai você mesmo blog! Eu não me importo de falar tudo pra você, mesmo sabendo que você não me dará qualquer resposta. Aqui posso desabafar porque ninguém mais lembra que isso aqui existe mesmo. Talvez seja meu refúgio. Talvez seja meu melhor amigo. E sabe de uma blog? As vezes percebo quando meu pai olha em meus olhos, que eu o desapontei. Eu o decepcionei. É como diria o fefe, esse sim, meu melhor amigo, que infelizmente sumiu da internet (nosso único meio de comunicação). Sim, Fernando Spillere, o Fefe, diria: "Às vezes o espelho me mostra um grande, extravagante e ambicioso projeto que deu errado". Mas não. Não é apenas o espelho que me mostra isso. Os olhos de meu pai me mostram isso. Dói como uma faca que atravessa o peito. Eu sou uma decepção destacada em vermelho. Eu queria tanto chorar agora, tanto. Eu queria abrir minha garganta a força e deixar ela gritar tudo que ela tem vontade. Deixar as lágrimas caírem, deixar meu rosto fazer a expressão de desespero de tudo que eu estou sentindo. Eu queria me sentir bem. Eu queria não me sentir tão sozinha. Eu queria o abraço de um amigo. Eu queria tanta coisa, mas tudo que tenho é isso que estou sentindo. É só isso. Tudo que eu tenho é meu desespero.


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Sexta-feira, Julho 24, 2009

 
Por onde anda aquela menina cheia de sonhos?

Eu já morei no exterior, comecei a escrever um livro, tinha uma banda de rock, gravei um cd!
Hoje olho no espelho e não vejo nada.
Não vejo meus sonhos. Não vejo mais nada. Vejo um olhar vago, fundo e sem graça.
Por onde anda a menina com força de vontade, que quis perder peso e perdeu 20 kilos? Cade a menina de 45 kilos que se olhava no espelho feliz? Agora com 10 kilos a mais não se olha mais com tanta felicidade.
Agora sem sonhos, não se olha mais com tanta felicidade.
Agora não se olha. Ponto.

Quando foi que tudo desviou os rumos? Como retomar os eixos?
Foi tudo medo de se quebrar?

Jamais deveria ter permitido que meus medos abafassem quem sou. Será que é tarde demais?


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Terça-feira, Janeiro 06, 2009

 
Sábado, Maio 05, 2007
Tenho tentado sentir o impacto que cada mínima coisa causa em mim. De palpitações e desespero a estados de sonolência e profunda calma, venho me perdendo a cada passo que dou. É um sentimento estranho, de que cada coisa que se passa pode simplesmente me destruir, e eu sinto medo. Posso deitar e descansar meus pensamentos com uma bela noite de sono, e em seguida acordar com o sentimento de que melhor seria se não tivesse dormido. Não consigo encontrar qualquer razão que explique isso e sequer consigo lembrar qualquer imagem simbólica em meus sonhos que poderiam, em alguma hipótese, me levar a tal estado de fraqueza. Por vezes apenas me sentei na cama e chorei, até notar que de nada isso adiantaria. Tentei então me levantar e começar o dia com ânimo, pura inocência a minha. Algumas pessoas simplesmente não têm ânimo de começar o dia e devo simplesmente admitir e aceitar que tenho sido uma delas. Então me encontro no estado estático de um dilema quase que palpável: me levanto da cama ou finjo não ter notado que um novo dia começou e volto a dormir? Penso e não chego a resposta alguma, até que pareço notar o longo tempo já decorrido entre o tocar do despertador e minhas indagações contínuas. Então me levanto simplesmente pra encarar um dia do qual não tenho a mínima vontade de encarar. É como se tivesse um guindaste que me tirasse da cama, conhecido por muitos como "sentimento de culpa". Culpa de não saber o que quer da vida. De modo geral, culpa de simplesmente estar completamente perdida. Encontrei-me no exato lugar em que me perdi da primeira vez. Não é uma posição confortável nem sequer um sinal de esperança ou segunda chance. É simplesmente algo voltando a ser como foi no início do erro inidentificável. Mas dessa vez não estou só.


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Sexta-feira, Maio 04, 2007
Iniciando minha volta em busca do mundo literário.

EU JÁ

Como quem espera começar esse texto com impacto, a primeira frase do gênero "eu já" foi escolhida a dedo, muito antes de pensar em como tudo vai se suceder depois disso. Então vamos lá.
Eu já morei em um trailer. Eu já falei palavrão em português em rádio americana ao vivo sem que ninguém notasse que eu falava era besteira. Eu já chorei por amor. Eu já chorei por amizade. Eu já chorei por gente que não merecia uma lágrima minha que fosse. Eu já chorei por gente que não merece o chão que pisa. Eu já toquei guitarra pra mais de 500 pessoas. Eu já fui guitarrista solo de uma banda chamada "sapo suicida". Eu já fui punk e grunge ao mesmo tempo. Eu já tive medo de abraço. Eu já corri como a Pheebs de Friends em público junto com um carinha que veio a se tornar meu namorado anos depois (e ainda é). Eu já tomei glicose. Eu já entrei em coma alcoólico. Eu já fiz intercâmbio e engordei. Eu já fiz regime e perdi 20kg depois disso. Eu já achei que ser triste era bom. Eu já achei pessoas felizes demais irritantes. Eu já sonhei que podia voar. Eu já tentei voar depois disso. Eu já gritei de dor. Eu já gritei de alegria. Eu já gritei só por gritar. Eu já corri na chuva só pra sentir as gotas caindo em mim. Eu já passei mais de horas olhando as estrelas sem notar o tempo passar. Eu já li Goethe, Salinger, Camus, Sartre e Maurício de Souza. Eu já confundi amizade com paixão. Eu já fui deixada de lado. Eu já fui pra outro estado visitar uma amiga que conheci na Internet. Eu já dei mamadeira pra um bode. Eu já dei mamadeira pra dois bodes dentro do trailer. Eu já fiz bundão na janela de um prédio. Eu já me arrependi de coisas que não fiz. Eu já me conformei em não me arrepender de nada do que eu já fiz. Eu já tive uma overdose de cafeína. Eu já joguei um copo de coca-cola em um amigo porque ele me irritou. Eu já fui parada pela polícia porque estava olhando estrelas no meio da estrada de madrugada (sem ter qualquer substancia alcoólica ou narcótica no organismo, apenas por olhar, porque achava bonito). Eu já quase morri (nessa mesma noite). Eu já tive medo do escuro. Eu já tive medo do claro. Eu já tive medo do medo. Hoje tenho medo porque as vezes me parece que já não tenho mais medo de nada. Eu já experimentei substancias ilegais. Eu já abracei o Bon Jovi. Eu já recebi um "thank you" da Alanis Morissette. Já me disseram que eu consigo tudo que eu quero. Eu já cheguei a acreditar nisso um dia. Eu já deixei de acreditar. Eu já abracei minhas cachorrinhas porque não tinha ninguém pra abraçar. Eu já perdi o medo de abraço e acho que já abracei todo mundo. Eu já fui sincera demais. Eu já senti arder nas narinas o cheiro do rio Tietê. Eu já ouvi a mesma musica horas e horas seguidas. Eu já compus tantas canções que perdi a conta. Eu já gravei um cd solo. Eu já toquei pra abrir palestra, eu já toquei só pra mim mesma. Eu já escrevi poemas e eu já comecei a escrever um livro. Eu já me esqueci de como continuar. Eu já sou psicóloga e não sei o que quero da vida. Eu já pintei zilhões de quadros de vários estilos para descobrir que sou acadêmica ao extremo. Eu já chorei ao ouvir Chopin (Funeral March). Eu já ri ao ouvir Chopin (the entertainer). Eu já me assustei de ver que "a marcha fúnebre" do Chopin se chamava "a marcha fúnebre" porque achava a música feliz. Eu já chorei de susto. Eu já chorei de alegria. Eu já fui chamada de manteiga derretida zilhões de vezes porque eu choro a toa. Eu já toquei música infantil no piano de um navio pra duas pessoas estranhas que ficaram dançando ao som, mesmo que eu já tivesse dito que não sabia tocar direito e tinha apenas um mês de aula. Eu já voltei de madrugada a pé pra casa muito bebada todos os finais de semana entre meus 14 e 16 anos com dois melhores amigos. Eu já pensei que essa foi a melhor fase da minha vida. Eu ainda penso que essa foi a melhor fase da minha vida. Eu já não me importei com o que ninguém dizia. Eu já achei que o segredo do mundo e de toda a existência humana era o amor. Eu já brinquei de geloucos no escuro com um amigo como duas crianças, só porque eles brilham no escuro. Eu já toquei com um baterista que tinha um museu no lugar de uma bateria. Eu já vi o museu desmontar no meio dos ensaios. Eu já fui em praça chamada psycho square só pra tocar violão de madrugada com amigos. Eu já quis ser tudo pra alguém. Eu já fui tudo que alguém tinha e eu tive muito medo de falhar. Eu já fui taxada de doida só por ser eu mesma. Eu já fui mais corajosa. Eu já fui mais espontânea. Eu já fui mais feliz. Eu já não quero mais crescer. Esse texto me lembrou de tanta coisa que eu já não quero mais lembrar, simplesmente porque não é mais assim...


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Domingo, Novembro 09, 2008

 
today was a sucky stupid day.
the end.


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Sexta-feira, Outubro 24, 2008

 
today. dispair.

today was a strange day.
for as much as it seems, i've been frightened. i've become frightned like never before. or just like before. when everything was lost inside me. and now, everything is lost inside him. it's completely out of control. the eyes are full of tears. dispair. loneliness. yes, i can easily remember. i've been there before, as i wish i've never been any close to it. but more than close. i was inside of it. dispair. out of control. no one. no one there. no hand. no confort. only dispair.

everything is falling apart. all the time...


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Segunda-feira, Outubro 06, 2008

 
É antigo... Mas é muito importante pra mim...

O PORTA-RETRATO

Era uma foto, era um espelho... quebrado...
Visto pelos olhos de um ninguém suavemente maltratado
Onde se via o que não se quer ser
E se esperava ser tudo aquilo que não se quer ver

Um abandono momentâneo,
Um devaneio espontâneo...
Um grito, calado, frio, no vento gelado
Onde se via apenas o nada irritavelmente assustado

Deixe-me aqui ou me leve pra longe
Encolhida, escondida em um buraco distante
Onde ninguém possa ver o que meus olhos dizem
Através de seu contagioso silêncio inconstante.

Deixe-me aqui jogada entre os cacos
Faça de mim um de seus pedaços...
Pois já não sou mais meus próprios pedaços
Sou apenas restos de um porta-retrato

Evelise Fernandes Chagas - 08/10/03


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Sexta-feira, Agosto 29, 2008

 
Ah, se você pudesse sentir o que já sentiu esse coração fadado ao desespero...


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Sábado, Agosto 23, 2008

 
Preciso de ar

Depois de tanto tempo acreditei que não estava mais sozinha. Acreditei em vão.
De fato, a única coisa que me resta e que ainda me faz algum sentido é esse blog.
Estar sozinha nunca me foi um problema. Meu desespero e angústia eram ao mesmo tempo alimentados, e assassinados por esse sentimento: solidão. Era dela que eu tirava minhas forças. E é nela que devo reencontrá-las.

Há tanto tempo que não escrevo que é capaz que eu me perca no meio das palavras... Mas é temporário. Preciso recompor minha escrita, preciso recompor meu coração aos pedaços, preciso recompor minha alma vazia.

Preciso de ar. Nesse exato momento, me falta oxigênio. Ele foi engolido pela minha dor.
Preciso de ar. Nesse exato momento, me falta ar.
Preciso de ar.


Sim. Esse é meu retorno ao blog, dessa vez, por definitivo.


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Quarta-feira, Julho 30, 2008

 
Estou há mais de um ano sem postar.
Passei só pra falar que estou viva.


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Sexta-feira, Maio 04, 2007

 
PESSOAL...
(Em especial Marcão, porque parece ser o último e talvez único a entrar aqui e não sei se as vezes ainda entra).

Comecei um novo blog, mas não vou apagar esse. Gosto de muitas coisas que escrevi que se encontram aqui. Mas gostaria de avisar meu novo endereço no blogger.com
Entrem: www.postblue.blogger.com.br

Aguardo visitas e comentários.
Um abraço a todos.


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